O empate entre Boca Juniors e Cruzeiro, por 1 a 1, em partida disputada na noite dessa terça-feira (19), válida pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, foi marcado por vários lances controversos que obrigaram a arbitragem a trabalhar.
Ao fim da partida, os argentinos, que tropeçaram em casa e se complicaram na competição continental, reclamaram muito da atuação do árbitro venezuelano Jesús Valenzuela. Porém, para a comentarista de arbitragem da ESPN Brasil, Renata Ruel, houve acerto nas principais decisões tomadas pelo dono do apito.
Em sua análise para o SportsCenter, a especialista avaliou os quatro lances mais polêmicos do confronto. Confira o que ela disse:
Possível pênalti em Christian
“Começando pelo pênalti pedido pelo Cruzeiro, o defensor até segura a camisa do Christian, mas a regra fala que tem que gerar impacto claro. Pra mim, não é um segurar acintoso. Ele até solta um pouquinho antes de gerar esse impacto acintoso no adversário. O Christian, a hora que sente aquela mão, força a queda. Jesus Valenzuela, o árbitro da partida, não costuma marcar esse tipo de infração, e eu também não vejo penalidade nesse lance”, apontou Ruel.
Expulsão de Gerson
“Depois nós temos a expulsão do Gerson. Para mim, o erro do VAR é mostrar um frame e não a jogada como um todo. Mas, independente disso, quando a gente analisa a jogada como um todo, o Gerson vem no carrinho com a perna esticada, atinge com a trava da chuteira na altura do joelho do adversário. Como ele vem deslizando, aumenta a força, o que caracteriza, assim, jogo brusco grave e cartão vermelho. O entendimento da regra e das orientações no lance do Gerson não foi exagerado”, afirmou a comentarista de arbitragem.
Gol anulado do Boca Juniors
“Depois nós temos também o gol anulado do Boca. Você tem um toque, na minha visão, pela imagem que vi, deliberado do jogador. Não é um toque acidental. Quando você tem um toque deliberado, já é infração de qualquer forma. Se for um toque acidental do jogador que não faz o gol, pela regra, o gol tem que ser validado. Pela orientação que os árbitros recebem, que vai justamente contra a regra e é um absurdo, eles falam sim para anular esse gol com uma assistência de braço acidental em alguns casos”, começou ela.
E prosseguiu:
“Então, até os árbitros ficam perdidos porque eles não sabem se seguem a regra ou se seguem a orientação. Mas eu vejo um lance com um braço deliberado e não acidental. Onde ele leva o braço, está ampliando o braço de forma antinatural e aí sim faz uma assistência com esse toque. Para mim o gol é bem anulado”, concluiu.
Possível pênalti de Lucas Romero
“Depois o Boca pede mão do Romero. O que acontece nesse lance? A bola vem cabeceada do adversário a uma curta distância. O jogador está se movimentando. Para mim, o braço dele naquele momento é justificável para aquela ação. A bola não tem a direção do gol, ao contrário, a bola tem a direção de sair da área e, pelas orientações que os árbitros recebem, o braço naquela posição, a bola vindo cabeceada, no fator surpresa numa distância curta, não é pênalti. Muitas polêmicas, mas eu vejo acertos da arbitragem”, completou Renata Ruel.
Boca Juniors 1×1 Cruzeiro
O Cruzeiro empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors, nesta terça-feira (19), na La Bombonera, em Buenos Aires, pela 5ª rodada do Grupo D da Copa Libertadores. Com o resultado, a equipe celeste assumiu a liderança provisória da chave e chegou aos oito pontos. Merentiel marcou para os argentinos e Fagner descontou para a Raposa.
O time comandado por Artur Jorge soma duas vitórias, dois empates e uma derrota na competição. Já o Boca aparece logo atrás, com sete pontos.
A outra partida do grupo será disputada nesta quinta-feira (21), às 21h30, na Claro Arena, em Santiago, no Chile. A Universidad Católica-CHI recebe o Barcelona-EQU em confronto que pode mexer diretamente na classificação da chave.

