Após quase dois anos, o Cruzeiro voltará a receber o Boca Juniors, no Mineirão, em Belo Horizonte. Com clima de “decisão” para ambos, as equipes vão se enfrentar nesta terça-feira (28), às 21h30 (de Brasília), pela 3ª rodada do Grupo D da Copa Libertadores.
O último confronto entre Cruzeiro e Boca Juniors ocorreu no dia 22 de agosto de 2024. Depois de ter perdido para os argentinos por 1 a 0, em Buenos Aires, o time celeste triunfou por 2 a 1 no tempo normal. Na sequência, na mesma noite, os brasileiros buscaram a classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana por meio da disputa de pênaltis.
Contra o Boca, o Cruzeiro foi comandado pelo técnico Fernando Seabra – hoje no Coritiba -, que seria desligado do cargo um mês depois, em 23 de setembro.
No dia 22 de agosto de 2024, o Cruzeiro foi a campo com a seguinte formação: Cássio; William, Zé Ivaldo, João Marcelo e Kaiki; Lucas Romero, Walace, Matheus Henrique e Matheus Pereira; Lautaro Díaz e Juan Ignacio Dinenno.
Dessa formação titular, o zagueiro Zé Ivaldo e os atacantes Lautaro Díaz e Juan Ignacio Dinenno já deixaram o Cruzeiro. Walace, embora seja um ativo do clube, está afastado do grupo por um ato de indisciplina.
Reservas diante dos argentinos, foram acionados o lateral-esquerdo Marlon e os atacantes Álvaro Barreal, Kaio Jorge e Arthur Gomes. Entre os citados, apenas Kaio Jorge segue no grupo do Cruzeiro em 2026.
Trocas no comando
No mesmo dia da saída de Seabra, a gestão de Pedro Lourenço anunciou a contratação de Fernando Diniz.
Por causa da sequência de maus resultados no Campeonato Brasileiro e pelo vice na Sul-Americana, Diniz esteve próximo de ser demitido após o desfecho da Série A. A vaga nas fases preliminares da Libertadores também escapou com o nono lugar na tabela do Brasileirão, com 52 pontos.
Embora a direção cruzeirense tenha optado pela manutenção do trabalho, pouco tempo depois, em 27 de janeiro de 2025, o técnico foi demitido em meio à forte contestação da torcida.
Outros capítulos
Sem pressa para definir o novo comandante, o Cruzeiro oficializou a chegada do português Leonardo Jardim no dia 4 de fevereiro do ano passado.
Até 15 de dezembro, quando deixou o cargo por escolha própria, Jardim conduziu o Cruzeiro à eliminação na fase de grupos da Sul-Americana, à semifinal do Campeonato Mineiro e da Copa do Brasil, além do terceiro lugar no Brasileirão, com 70 pontos. A campanha garantiu o retorno da Raposa à fase de grupos da Libertadores.
Com o objetivo de mudar o perfil da comissão técnica, o Cruzeiro foi novamente ao mercado e anunciou a chegada de Tite, treinador da Seleção Brasileira nas últimas duas Copas do Mundo. A divulgação oficial foi em 16 de dezembro, um dia depois da saída de Leonardo Jardim.
No fim de 2025, Tite desembarcou na capital mineira sob desconfiança da torcida, detalhe que se acentuou diante da oscilação no Campeonato Mineiro, mas, principalmente, em meio ao péssimo início de campanha no Brasileirão deste ano.
Apesar do fim do jejum do clube de títulos no Estadual, o treinador foi demitido no dia 15 de março. Na circunstância, o Cruzeiro ocupava a lanterna do Brasileirão e não havia vencido nenhum dos seis primeiros jogos.
Reação com Artur Jorge
Em busca de um trabalho mais sólido, o Cruzeiro retornou à “estaca zero” e pagou uma multa rescisória para tirar o lusitano Artur Jorge do comando do Al-Rayyan, do Catar.
Contratado em 22 de março, o português tem sido um dos protagonistas pela reação do Cruzeiro no Brasileirão. Atualmente, o time ocupa a 12ª posição na tabela, com 16 pontos, e vem de quatro vitórias nos últimos cinco compromissos pela liga nacional.
Nas outras competições, Artur Jorge somou uma vitória e um empate na fase de grupos da Libertadores, além de um empate fora de casa contra o Goiás, pela ida da 5ª fase da Copa do Brasil.
O comandante do Cruzeiro já dirigiou a equipe em oito oportunidades, sendo cinco vitórias, um empate e duas derrotas. O aproveitamento de Artur Jorge no cargo é de 66,66%.
Duelo com o Boca
Terceiro colocado do Grupo D, com três pontos, o Cruzeiro vê o duelo com o Boca Juniors como chave para a classificação ao mata-mata da Libertadores. Isso porque o time celeste, em caso de vitória, passaria os argentinos pelo triunfo no confronto direto, o primeiro critério de desempate.
Nesta terça (28), o Cruzeiro tentará se reabilitar da derrota no Mineirão para a Universidad Católica. Os chilenos também somaram três pontos e estão na segunda posição pelo critério do confronto direto. Na 3ª rodada, a Católica visitará o Barcelona de Guayaquil, no Equador, que ocupa a lanterna e ainda não pontuou.

