Ex-volante do Cruzeiro, Ariel Cabral concedeu entrevista exclusiva à Samuca TV nesta terça-feira (19), em Buenos Aires. O argentino projetou o duelo da Raposa contra o Boca Juniors, pela 5ª rodada da Copa Libertadores, e revelou a paixão do filho pela equipe celeste.
Ariel esteve no hotel do Cruzeiro para encontrar Lucas Romero, ex-companheiro de equipe nos tempos em que atuava em Belo Horizonte.
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O ex-volante revelou a expectativa para o confronto decisivo pelo torneio continental.
“O clima é bom, clima de Libertadores. Acho que o Cruzeiro vai fazer um grande jogo, está preparado para isso, como foi lá. E, claro, Boca é Boca, né? Aqui na Argentina e no mundo todo é respeitado, tem um time muito bom. Mas acho que o Cruzeiro está bem e, para encarar o jogo hoje, vai ter que estar concentrado. Porque o clima, a torcida, tudo o que o Boca vai criar… vai colocar essa pressão sobre eles”, disse.
Na sequência, Cabral expressou carinho pelo Cruzeiro e afirmou que estará ligado ao clube “até morrer”.
“Sempre, sempre na torcida. É um clube que eu amo, que eu respeito, onde morei e vivi muitas coisas. Então, quando tenho a oportunidade de visitar ou também de falar aqui com um companheiro, com um amigo, eu aproveito, porque, querendo ou não, tenho uma história lá e vou estar ligado ao clube até morrer”, enfatizou.
Ariel também revelou detalhes da paixão do filho, Gennaro, de oito anos, pelo Cruzeiro e comentou a relação da criança com Romero, padrinho do garoto.
“O Gennaro está muito cruzeirense, muito exigente. Já me perguntou hoje de manhã: ‘Vamos ao jogo? Vamos ao jogo?’. Eu falei: ‘Calma, filho, somos visitantes, vai estar difícil hoje, mas vamos torcer muito, a família toda, para o Cruzeiro fazer um grande jogo hoje’”, iniciou.
“Ele me pergunta como está o padrinho, porque o Romero é padrinho dele. ‘Como ele está? Está bem?’. Ele se machucou outro dia na costela e o Gennaro perguntou: ‘Como foi isso? Quem pegou ele? Quem machucou ele?’. Eu falei: ‘Não, foi uma confusão lá no clássico’. Ele sabe que o clássico contra o Atlético-MG é desse jeito. Então perguntou: ‘O Romero está bem? O padrinho está bem?’. E eu respondi: ‘Sim, está bem’. Então, tranquilo”, completou.
Por fim, Ariel revelou o nervosismo do filho nos jogos do Cruzeiro e contou uma história marcante vivida no Mineirão.
“Não, ele fica muito nervoso. Não tem a minha personalidade… eu sou mais tranquilo, sabe? Mas ele é apaixonado. Quando a gente foi visitar e ele viu um jogo no Mineirão, quando fizeram um gol no Cruzeiro, ele começou a chorar, sabe? Ficou meio triste. Aí eu falei: ‘Calma, ainda falta muito’. Ele é muito apaixonado, e o Romero sabe disso. Então a gente, quando tem oportunidade, acompanha muito”, finalizou

