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Torcedor do Cruzeiro denúncia agressões da PM no Mineirão após jogo com Flamengo

Guilherme Guerra, de 27 anos, relata ter sido agredido pela Polícia Militar na esplanada do Mineirão após a vitória do Cruzeiro sobre o Flamengo

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Um torcedor do Cruzeiro denunciou ter sofrido várias agressões de agentes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), no Mineirão, em Belo Horizonte, após o jogo contra o Flamengo, nesse domingo (4). Guilherme Guerra, de 27 anos, afirma ter recebido vários golpes de cassetete quando comemorava a vitória celeste por 2 a 1 na esplanada do estádio.

Em contato com a reportagem do Central da Toca, na tarde desta segunda-feira (5), o jornalista deu detalhes do ocorrido. De acordo com o relato, ele e um grupo de amigos comemoravam o triunfo do Cruzeiro pulando e cantando logo na saída do estádio quando foi agredido sem cometer qualquer atitude que causasse tal ação dos policiais (assista ao vídeo abaixo).

“Eu estava no Setor Amarelo Superior juto de mais alguns amigos. Óbvio que após a grande vitória, da forma que foi, a gente estava comemorando bastante. Na saída do estádio, tinha muita gente cantando, comemorando e se divertindo e eu e meus amigos nos juntamos a esse pessoal. Do nada surgiu a PM no meio do pessoal”, iniciou.

“Na minha frente tinha um policial com a arma em punho. Minha única reação foi só levantar as mãos e mostrei que não estava fazendo nada. Aí veio um outro policial e começou a dar golpes. Ele bateu com o cassetete na minha perna, na região da lombar e no braço. E o vídeo não mostra, porque minha amiga tinha sido cercada pelos policiais, ela parou de gravar, mas, enquanto eu dava passos para trás com as mãos para o alto, um policial me acertou no queixo”, completou.

“Estou com alguns hematomas nessas regiões que citei. Estou sentindo um pouco de falta de ar também, se persistir, vou procurar um médico”

Guilherme Guerra, torcedor do Cruzeiro agredido pela PM

Guilherme se refere a um vídeo gravado por sua amiga e publicado nas redes sociais para denunciar a agressão por parte da PM. A filmagem ganhou evidência ao ser compartilhada por várias páginas e torcedores do Cruzeiro.

“Não havia confusão ou briga. A gente não fez nada que justificasse uma agressão. O que aconteceu foram agressões deliberadas e gratuitas contra a torcida. Algumas pessoas conseguiram sair, mas fato é que a PM chegou dessa forma truculenta”, acrescentou.

O cruzeirense não buscou atendimento médico logo após o ocorrido. Ele alegou que precisava voltar para Itabira, cidade localizada a 110 km de Belo Horizonte.

Posicionamento da PM

O Central da Toca também entrou em contato com a Polícia Militar para colher a explicação da entidade para tal ação. No entanto, até a publicação desta matéria – às 13h25 de segunda-feira (5) – a reportagem não recebeu um retorno.

A matéria será atualizada quando tiver um posicionamento da PM.

Novos protocolos de segurança

Os jogos de futebol realizados em Belo Horizonte passaram a ter um novo protocolo de segurança. Em reunião feita no dia 2 de abril deste ano, o governo de Minas Gerais estabeleceu que as partidas seguiriam uma classificação de risco para a montagem do efetivo militar nos estádios.

Para que essa medida fosse tomada, seriam avaliados fatores como a previsão de público, o tipo de campeonato e a fase do torneio em disputa, além do grau de animosidade entre as torcidas envolvidas. Os níveis de classificação são: baixo, moderado, alto e crítico.

Em caso de duelos com índice alto e crítico, o perímetro de segurança nos estádios será ampliado. Apenas torcedores com ingresso podem ter acesso às áreas mais próximas.

Na reunião, também foi anunciado a criação do Batalhão Especializado de Policiamento Especializado (BEPE). Essa foi uma cobrança de alguns membros de clubes e entidades participantes do encontro.

Apesar de terem passado por um atrito recente, em 2019, as torcidas de Cruzeiro e Flamengo retomaram a ‘política de boa vizinhança’. Prova disso foi o ambiente pré-jogo no Mineirão, em que flamenguistas andavam tranquilamente em meio aos cruzeirenses nas ruas.

Dentro do estádio, alguns flamenguistas também assistiram à partida na torcida do Cruzeiro próximo a área reservada para a imprensa.

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Luiz Henrique Campos
Luiz Henrique Campos é repórter do Central da Toca. Realizou também a cobertura do Cruzeiro em Estado de Minas, Superesportes e No Ataque por quatro anos.
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